quarta-feira, 27 de julho de 2011

Minha alegria, bem-estar e querer

Bom é te ver,
Complicado é ter que despedir,
Pois você é a fonte de minha alegria,
Meu bem-estar e meu querer.

Alegria,
Como é bom te ter do meu lado!
Apreciando seu rosto tão bem-feito
E sendo obrigado a ouvir sua voz de cantora,
Durante nossa conversa amigável e interessante.

Tu me trazes bem-estar,
E sonhar eternamente contigo
É meu maior sonho,
Princesa querida.

Tal é meu querer,
Pois Napoleão não daria mais um passo a frente,
E o mundo das fantasias
É a felicidade do mundo de só nós dois.

Gruta ilusória

Durante meus dias na selva
Precisava, urgentemente,
De um abrigo.

Não precisava ser um luxo,
Mas tinha que me ser agradável.
Não necessitava ser uma fortaleza,
Mas teria que me proteger da chuva.
Não tinha que ter água quente,
Mas queria uma sombra.

Tudo isso encontrei numa gruta.
Que admirável!
Entre vários coqueiros,
Na frente de um lago cheio de peixes
E suportado pela fertilidade da terra,
Esse era o lugar perfeito.

Que mais queria?
A caverna me atrai.
Lembra-me da física gravitacional
Que acontece entre o carro e a garagem;
A demanda e a oferta;
O rato e o bueiro;
O presente e o monarca;
O coração ferido e a enfermeira.

Mas era nesse mesmo ambiente,
Que meu sangue nutria os morcegos,
Meu corpo era o brinquedo dos ursos
E a escuridão, que nem a chama apagava,
Era um tormento ao meu estado mental.

Quanta ilusão!
Mas não pude fazer quase nada.
A ilusão é magnética,
E na região de contato
Há irregularidades contundentes.

A salvação chegou à mata,
E de lembrança me restou apenas
Três feridas e três traumas.
Não faz sentido deixar o pseudo-abrigo
No seu estado mais conservado,
Pois ela traz muito sofrimento.
Mandei trancar-lhe com pesadas rochas,
Gravadas com minhas péssimas memórias.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Apenas um inexplicável fato...

Foi um fato,
Mas não tem explicação,
Nem mesmo sentido.
Foi rápido,
Mas as consequências
São longas e dolorosas.

E assim o tempo passa:
A foto vai perdendo a cor,
A flor vai morrendo,
As memórias vão desaparecendo,
As cartas vão sendo deixadas de lado,
O perfume vai ficando sem essência,
Os bombons vão se esgotando,
O coração vai sofrendo,
A alma vai se desgastando,
O amor vira saudade,
E a alegria vai se fantasiando.

E então,
Tudo vira desespero,
Pois se o homem vive
Em prol da felicidade,
Onde mais se pode encontrar?

Foi um fato rápido,
Mas, rapidamente,
Tal objeto tão importante
Perdeu-se sem raciocínio
E destruiu a alegria
De um pobre homem
Que só queria amar.

domingo, 19 de junho de 2011

Correto é que isto não está correto...

Patologicamente incorreto,
Certamente correto:
Sua atitude não está normal,
Senhora querida,
E não posso me enganar dessa certeza.

Dura nostalgia
De uma amizade flexível,
Cheia de bons acontecimentos...
Que eu te fiz?
Que me fizestes?

Perdôo-te do sofrimento
Que me causastes
De me por nesta dúvida,
Mas não posso me perdoar
Se não ver meus lábios, língua
E laringe recitando o clássico ditado:
Desculpas.

Daí em diante,
Tu deves ser deliberante e sábia.
Não exijo satisfação...
Não devo e nem me darei ao pecado
De insistir em uma opção.
Decida: perdão e paz ou vingança e guerra.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

céu azul à noite


Noite clara,
A luz do sol perfura a lua,
E penetra por esta atmosfera
Sem azul.

Azul são minhas lágrimas,
Azuis como o mar,
Por onde jogo um poema,
Esperando que Poseidon agradeça.

Pacificas as águas,
Pois falta-lhes,
Alguém para lhes provocar.

Os turistas já sonham acordados,
Mas querem dormir sem sonhar,
Pois difícil é lutar
E fácil é desistir.

Azuis também são meus sonhos,
Pois amanhã tudo pode acontecer,
E sofro de medo,
Do próprio sofrimento.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

tento outra vez

Você me deixou
À espera de algum milagre,
E sei que em ti
Irei encontrá-lo,
Querida.

Das coisas que eu te fiz,
Você pensou que era apenas brincadeira,
Mas o meu amor não é,
Não obstante, já está tão grande,
Que já não parece ser verdade.

Tentarei outra vez,
Pois sou persistente,
E não desisto de meus sonhos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Peculiar


Eu gosto,
Sou amante das diferenças.

Desejo me agasalhar nos dias quentes,
Lutar quando não há injúrias,
Protestar quando tudo está bem,
Saltitar de júbilo quando só há melancolia
E me salvar de constantes numéricas.

Sou temerário,
Não irei encarar o desconhecido,
Não destruirei a muralha da civilização,
E nem fugirei às regras do tirano,
Mas tenho que enfrentar meu maior medo:
Eu mesmo.

O que sou eu?

Sou o que nunca soube ser,
Sei que sou aquilo que eu não sou.

Louco?
Chato?
Belo?
Odiado?
O que mais me assusta
Não é especular que talvez
Pensem isso de mim.
O lugar pertence ao fato
De que não me falam,
Diretamente e detalhadamente,
Que eu sou,
Como o sou.

domingo, 29 de maio de 2011

Servidão Inútil

Não quero derramar nenhuma lagrima,
Pois não me sinto triste.

Não quero contar uma piada,
Nem rir das suas, senhor,
Pois não estou de bom humor.

Não quero fazer discurso de ódio,
E nem penso em descontar naqueles objetos,
A minha raiva,
Pois eu não a tenho.

Não tenho esperanças,
Uma vez que elas não existem
Sem a presença de um sonho.

Não quero dizer sim,
Pois não há nada que eu possa afirmar,
E, portanto, sou sincero,
Acima de tudo.

Por favor,
Deixe-me em paz,
A fazer meus inúmeros cálculos,
Pois a diferença entre a ciência e a emoção
É que uma nos conforta,
Além de nos auxiliar nas injúrias,
Enquanto a outra,
Só nos leva ao beco.

Parasita Contagioso

Hipócrita senhora,
Portadora da minha parasita invisível,
Por quê me fiz de tonto, e fiquei caído por você?
Por quê você me espetou tão profundamente?
Por quê enganou-me por prazer, e não me pediu desculpas?
Por quê não me agradeceu todo o meu afeto?

Perfídia, finalmente a encontrei,
Eterna inimiga oculta,
Pensei que não morasse,
Atrás de sua aliada,
A paixão.

Quero Amar sem Amor

Quero amar,
Amar sem flores,
Nem cartas de amor
E nada de loucuras.

A paixão é uma falsa amiga:
Chega como uma grande aliada,
Parece uma mensagem de júbilo futuro,
Tudo isso enquanto nos faz tolos,
E nos penetra a espada oculta.

Razão,
Senhora das verdades,
Segredo do sucesso
E chave da porta do triunfo,
Tu és boa conselheira,
Tem fama de sincera,
E nos afasta de pedras.

Quero amar,
Amar sem paixão,
Inundar no mundo do gelo,
E enganar quem me engana.

Intra-vergonha

Fui enganado por uma máscara durante um ano, palco de minhas decepções. Encarnei muito bem meu papel nesta peça teatral de comédia, divertindo o público. Apenas quando a apresentação acabou, enxerguei o quanto fui realmente tolo durante o drama.